O meu gato tem bigodes
Que mexem quando vê sabiá,
Passa os dias caçando as aves
Que só queriam pelo céu voar.
Alguns viraram estrela
Os três de hoje são meus amores
De pelos como aquarela
E olhos de todas as cores.
As noites que passam em claro
Se equivalem as manhãs dorminhocas
Rugem um miado alto
Quando o fundo do pote está de fora.
Meus felinos são carinhos
Tais como leões, guepardos e onças
Em cismar – os três, à noite –
Com uma pobre pequena esperança.
Meu gato trouxe um presente
Torço que não seja um sabiá.
Não permita Deus que ninguém morra,
Sem ter tido um gato antes;
Animal ousado e ferino
Que na saudade corre ao chamego
Sem qu’inda bravo esteja
– Estou vendo o fundo! – miando esbraveja
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